domingo, 16 de novembro de 2014

Cessna Skylane: Bem que ele poderia ter um motor elétrico... Seria um bimotor mono hélice! E seria mais seguro do que já é.


Os carros de uso privado evoluíram muito muito através dos séculos. Já os aviões, não; em comparação com os carros. Isso é fato. Hoje temos carros bimotores. Se um motor falhar, o outro motor, o elétrico, conduzirá o proprietário até um local seguro ou até mesmo até sua casa. Bem que os aviões de uso privado podiam ser também assim: Aviões onde num bloco mecânico só, pudessem, a exemplo do Ford Fusion Hybrid, ter um motor elétrico para casos de pane do motor a combustão. O motor elétrico, que é ligado automaticamente e sem percepção de descontinuidade, entraria em ação e conduziria o proprietário para a pista de pouso mais próxima. Se esta idéia ainda não existe, fica ela aqui sugerida aos engenheiros da Cessna e de outras fábricas de monomotores e bimotores.

Inclusive o avião bimotor, na realidade, passaria a contar com quatro motores: Dois à combustão e dois elétricos. Eles precisam, já que em caso de perda de um motor só ficam com 11% (89%) de potência disponível e não 50% como acreditam uns. Isso em função da tração assimétrica, arrasto extra do motor calado e seu peso a carregar pela unidade motora em atividade. Boa leitura sobre esse tema é o site http://paraserpiloto.com/2013/11/12/bimotores-leves-ilusao-fatal/

Um site onde você pode conhecer um bimotor que não tem o problema crônico dos bimotores, sejam turbo-hélices ou a pistão (Perda de mais de 80% da potência por arrasto e assimetria em caso de pane de um motor em decolagem), embora seja um experimental,  é este: http://culturaaeronautica.blogspot.com.br/2012/04/colomban-cri-cri-o-inacreditavel-menor.html?showComment=1419269254366#c5980621891592922795

No Bimotor experimental em questão, como os motores são próximos ao nariz da aeronave, evita-se descontrole por arrasto assimétrico do motor bom e também o arrasto do leme de direção que tenta manter o avião na sua trajetória, além do peso morto do motor ruim e arrasto da hélice em molinete ou mesmo embandeirada (Arrasto mínimo, mas existente). E mais: Não há mais o perigo de se fazer curva para o lado do motor ruim, podendo levar a aeronave giro abrupto em seu eixo por estol de raiz de asa (A do motor ruim) auxiliado pela hipersustentação da asa do motor bom.

Note que há vários vídeos de acidentes no You Tube por pane na decolagem e o mais recente foi ocorrido em Jundiaí, neste ano, com um Beech King Air (2014), com um vídeo sem cortes. Ao meu ver, se outra condição não concorreu, o pouso em curva ajudou a asa direita, como o motor calado, a estolar e o avião girar em seu próprio eixo, como a teoria aerodinâmica ensina, nessas fatalidades.

Joaquim Cutrim já foi aluno em escolas de aviação e aeroclubes e é pesquisador livre em aviação. É um apaixonado por aviões. A intenção desta observação não é julgar, mas ajudar a comunidade aeronáutica a se conscientizar de que a condição monomotor por pane em um bimotor, seja um avião a pistão simples, ou pistão-turbo por injeção de pressão ou turbo hélice, é crítica e o padrão de subida a 109 pés por minuto em média, deve ser considerada e o procedimento de atingir a altitude-segurança de 800 pés para um retorno seguro ao aeroporto de origem com uma final longa de dentro da VMCA (Velocidade Mínima de Controle da Aeronave), deve ser observada. Dar férias ao excesso de confiança salva vidas.

E-mail: joaquim777@gmail.com

Este carro é um carro bimotor - Ford Fusion Hybrid - Tem um motor à combustão e um motor elétrico.

Foto do site: http://www.boldride.com/ride/2013/ford-fusion-hybrid#gallery/2

Este carro é um carro bimotor - Ford Fusion Hybrid - Tem um motor à combustão e um motor elétrico.

Foto: Site da Ford: http://www.ford.com.br/carros/fusion